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Tratamentos Compulsivos em Macau:Os Primeiros Cinco Anos

Resumo 

Objectivos: Caracterizar os tratamentos compulsivos realizados em Macau nos cinco
anos após sua regulamentação em 1999.
Material e métodos: Realizou-se um estudo descritivo e restrospectivo consultando-se
os processos clínicos das pessoas que fizeram tratamentos compulsivos em Macau
nos cinco anos após a sua regulamentação.
Resultados: Os tribunais confirmaram todos os pedidos de internamento e foram
internados 24 doentes  que, em 14 casos (58,3%), eram homens. A idade dos internados
teve uma média de 37,7 anos (DP±14,4). O motivo de internamento mais frequente foi
perigosidade e incapacidade para consentir o tratamento, em 16 casos (66,5%); o
internamento foi urgente em 18 casos (75%) e o diagnóstico de psicose efectuou-se em
23 casos (95,8%). A duração dos internamentos compulsivos teve uma média de 69 dias
(DP±47,9; mínimo=2; Máximo=170). Os ambulatórios compulsivos efectuaram-se em 6
casos (25%) e tiveram uma duração média de 771 dias (DP±380,5; mínimo=76;
Máximo=963). Os internamentos compulsivos apresentaram, anualmente, quotas entre
0% e 2,4% e taxas entre 0 e 1,7.

Conclusões: As quotas e taxas dos tratamentos compulsivos afiguram-se inferiores às
verificadas, por exemplo, na União Europeia. Estes tratamentos revelaram-se importantes,
pois permitiram iniciar terapêuticas que, doutro modo, seriam inviáveis e ultrapassar
situações perigosas. Em Macau há que esclarecer a população e sectores profissionais
sobre estes tratamentos de modo a que, quando indicado, os doentes possam deles
beneficiar mais rapidamente e em melhores circunstâncias.

Carlos Duarte, Fai Wong, Wai T. Kwok, Ka K. Lau, Mei I. Chang, Cheuk Y. Ho

(ver artigo...)